Sem categoria Letícia Aguiar

Psicodelia

Em volutos dos eventos passados, os pensamentos se confundem com a realidade, o subjetivo se funde ao real, não existe mais nenhum objetivo, ao menos não concreto, tangível ou palpável. O que é irreconhecível pode ser esquecido? Se é irreconhecível como pode ser lembrado? Talvez o certo seja dizer que a junção de subjetivo com realidade esteja fadado ao esquecimento…. Mas por que é irreconhecível? Por que nunca existiu ou porque sua concepção seria impossível? Não é de total compreensível o quão ilógico os dados e fórmulas mostram que talvez em algum momento disperso e inerente seja possível tal concepção. Será mesmo possível, se outrora foi dito que é impossível? Isso tem nome? Ilusão! Espere, também pode ser alucinação, espiritismo… qualquer coisa que contenha viagens transcendentes entre mente e corpo, material e espiritual, a quebra entre essa fina linha que define um e outro, juntando e misturando duas ambiguidades, opostos, antônimos.

Ah se possível fosse, viajar por entre esse abismo que delimita as visões humanas. Imagine que extraordinário ter acesso a qualquer tipo de conhecimento sobre tudo e todos. Um desejo as vezes que egoísta e tendencioso. De fato, humanos não podem conter tal façanha, suas limitações e duplicidades não encaixam nos parâmetros ilimitados. Humanos complicam, explicam e, mesmo assim não se satisfazem com as respostas e soluções encontradas. Bicho indeciso. Só resta desejar e sonhar com tamanha possibilidade de poder, que transmuta por meios distintos.

Viajar pela mente humana, ideias, pecados, desejos, fatos, passado… Melhor seria ser extraterrestre. Sentiria emoções? Lembraria das ações cometidas? Como seria a personalidade sem um passado? Sem base para crescimento, isolado a mercê do presente, e somente o presente! Não há futuro, nem que fosse incerto, simplesmente não há nada mais do que isto! Um grande vazio, incolor e perdido… Com o que me perderia se não há nada? Sem referências, onde encontraria pontos de direção? Isso é ser extraterrestre? Acho que não, há muitas invariáveis mutáveis, me parece um ciclo reflexivo voltado novamente para a mente humana. Maldita seja a antropologia intrínseca em cada palavra e reflexão que possa ocorrer em momentos inspiratórios. É somente um sonho… De nada me sustenta a realidade, meu anseio vem do subjetivo.

***Essa é minha nova série de “Pequena Escritora”, além de textos curtos como acima, também vai ter poesias, poemas, músicas, crônicas, histórias, etc…  todos serão de minha autoria. Espero que goste, pois muitas ideias estão por vir! 😊

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